Depois de assistir, em uma sessão com amigos, o fime Sem Limites, tirei alguns minutos para refletir sobre uma conversa entre dois personagens.
Se você ainda não assistiu, para entender o que irei falar é preciso saber do que se trata o filme. Nele, um escritor que não tinha criatividade para dar início a um livro e perdeu a namorada pela falta de organização e produtividade, entre outras coisas, descobre uma droga sintética que lhe abre os horizontes.
A pessoa que toma a pequena pílula começa a usar 100% de sua capacidade mental e com isso o rapaz não só termina o livro como também aprende e desenvolve técnicas para obter resultados rápidos de várias formas que lhe aumentem o lucro.
Por ser pouco discreto um poderoso empresário lhe adverte dizendo que sua forma de resolver as coisas, tudo muito rápido, são suspeitas, ao contrário de quem já perdeu muito tempo em chás beneficentes, casou com a filha do homem certo, explorou e ameaçou algumas pessoas para construir um patrimônio sólido e ao longo do tempo adquriu respeito.
Pensei: No fundo, o que difere os melhores dos piores relacionamentos profissionais, amigáveis e afetivos (entre outros se houver) é a elegância. É a forma de manipular, de passar a perna, de impor sua autoridade e de fazer seus jogos de interesses.
Ninguém consegue sobreviver e ser bem sucedido (financeiramente, principalmente) apenas sorrindo e dizendo "tudo bem, não tem problema" para todos. Mas alguns conseguem com o tom da vóz e com o uso das palavras certas obter um resultado melhor do que aquele que deixa sua altivez imperar.










