sexta-feira, 25 de maio de 2012

UMA TRISTE CONSTATAÇÃO.

Depois de assistir, em uma sessão com amigos, o fime Sem Limites, tirei alguns minutos para refletir sobre uma conversa entre dois personagens.
Se você ainda não assistiu, para entender o que irei falar é preciso saber do que se trata o filme. Nele, um escritor que não tinha criatividade para dar início a um livro e perdeu a namorada pela falta de organização e produtividade, entre outras coisas, descobre uma droga sintética que lhe abre os horizontes.
A pessoa que toma a pequena pílula começa a usar 100% de sua capacidade mental e com isso o rapaz não só termina o livro como também aprende e desenvolve técnicas para obter resultados rápidos de várias formas que lhe aumentem o lucro.
Por ser pouco discreto um poderoso empresário lhe adverte dizendo que sua forma de resolver as coisas, tudo muito rápido, são suspeitas, ao contrário de quem já perdeu muito tempo em chás beneficentes, casou com a filha do homem certo, explorou e ameaçou algumas pessoas para construir um patrimônio sólido e ao longo do tempo adquriu respeito.
Pensei: No fundo, o que difere os melhores dos piores relacionamentos profissionais, amigáveis e afetivos (entre outros se houver) é a elegância. É a forma de manipular, de passar a perna, de impor sua autoridade e de fazer seus jogos de interesses.
Ninguém consegue sobreviver e ser bem sucedido (financeiramente, principalmente) apenas sorrindo e dizendo "tudo bem, não tem problema" para todos. Mas alguns conseguem com o tom da vóz e com o uso das palavras certas obter um resultado melhor do que aquele que deixa sua altivez imperar.

terça-feira, 22 de maio de 2012

DESTRUIR PARA RENOVAR.

Shiva, para a linha vêdanta (espiritualista), faz parte da trindade hindu juntamente com Bráhma e Vishnu.
Para a linha sámkhya (naturalista) é o homem que criou o Yôga. Desenvolveu tal técnica através da dança e da observação nos movimentos dos animais.
Para ambas as linhas, Shiva é o destruidor, no entanto esse destruir é para dar espaço ao novo. Shiva é então aquele que permite o novo.
E conversando com minha amiga, Shana Bielkin, sobre algo que nada tem a ver com essa filosofia começamos a fazer um paralelo sobre várias situações.
Quando limpamos a casa, quando esvaziamos o armário dos cacarecos, o guarda-roupas das peças velhas e até mesmo quando fazemos jejum estamos de uma certa forma destruindo para reconstruir.
Ao abrir espaço no armário, no guarda-roupas e eliminar as toxinas do organismo ficamos prontos para novos objetos de decorações, ferramentas de trabalho e roupas que darão um novo significado para nossa vida, assim como percepções aguçadas e mais prazer em viver. Tal como uma reforma na casa.
 Experimente.
Livre-se do que não usa, do que não agrega e evolua.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

COREOGRAFIA DE SWÁSTHYA.

Marco Da Silva. Instrutor de Portugal demonstrando uma técnica que está se espalhando por todo o mundo. Método DeRose.

terça-feira, 15 de maio de 2012

NÓS PERCEBEMOS A BELEZA?

Um homem sentou-se em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino; era uma fria manhã de Janeiro.
Ele tocou 6 peças de Bach por aproximadamente 45 minutos.
Durante esse tempo, considerando que era horário de pico, calcula-se que 1100 pessoas passaram pela estação, a maioria a caminho pro trabalho.
Três minutos se passaram, e um homem de meia-idade percebeu que um músico estava tocando. Ele diminuiu o passo, parou por alguns segundos, e então apressou-se a seus compromissos.
Um minuto depois, o violinista recebeu sua primeira gorjeta de 1 dólar: uma mulher arremessou o dinheiro na caixa e continou a andar.
Alguns minutos depois, alguém encostou-se na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para seu relógio e voltou a andar. Obviamente ele estava atrasado para o trabalho.
O qual prestou mais atenção foi um garoto de 3 anos de idade. Sua mãe que o trazia, o apressou, mas o garoto parou pra olhar o violinista. Por fim, a mãe o empurrou fortemente, e a criança continuou a andar, virando sua cabeça a toda hora. Essa ação se repetiu por muitas outras crianças.
Todos os pais, sem exceções, os forçaram a seguir andando.
Nos 45 minutos que o músico tocou, apenas 6 pessoas pararam e ficaram lá por um tempo. Aproximadamente 20 o deram dinheiro, mas continuaram a andar normalmente.
Ele recebeu $32.
Quando ele acabou de tocar, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, tampouco houve algum reconhecimento.
Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos mais talentosos músicos do mundo. Ele acabara de tocar umas das peças mais difíceis já compostas, em um violino que valia $3,5 milhões de dólares.
Dois dias antes dele tocar no metrô, Joshua bell esgotou os ingressos em um teatro de Boston onde cada poltrona era aproximadamente $100.
Esta é uma história real. Joshua Bell tocou incógnito na estação de metrô, que foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre percepção, gosto, e prioridade das pessoas.
O cabeçalho era: no ambiente comum em uma hora inapropriada: NÓS PERCEBEMOS A BELEZA? NÓS PARAMOS PARA APRECIÁ-LA? NÓS RECONHECEMOS TALENTO EM UM CONTEXTO INESPERADO?
Uma das possíveis conclusões desse experimento poderia ser: SE NÓS NÃO TEMOS TEMPO PARA PARAR E OUVIR UM DOS MELHORES MÚSICOS DO MUNDO TOCANDO ALGUMAS DAS MELHORES MÚSICAS JÁ COMPOSTAS, QUANTAS OUTRAS COISAS MAIS NÃO ESTAMOS PERDENDO???

Tradução: Sammy Damaxx

sexta-feira, 11 de maio de 2012

SETE DIAS COM MARILYN.

Depois de trocar Marilyn Monroe por American Pie, não por opção, apenas cedi a sugestão dos amigos que eu acompanhava devido a grade de horários da projeção, consegui assistir a história de Colin Clark e seu breve romance com a maior musa do cinema no verão de 1956.
Colin Clark trabalhou como assistente no set de filmagem de O Príncipe Encantado, onde Marilyn Monroe atuou em meio as suas crises de personalidade dupla e é ele, Colin, o personagem principal (ao menos deveria ser, afinal o filme é a sua história).
Quando Arthur Miller, então esposo de Marilyn, deixa a Inglaterra (onde estava sendo rodado o filme), Colin mostra os prazeres da vida britânica para a atriz que estava ansiosa para fugir dos holofotes e da pressão do trabalho transformando a vida do rapaz.
Talvez eu esteja equivocado, mas é realmente assim que vi a inspiradora de tantas estrelas de Hollywood. Marilyn oscilava entre alegria e tristeza profunda, dependente de remédios para dormir, acordar... Com dificuldades de decorar os textos, mas apesar de todo trabalho que gerava para as pessoas que estavam ao seu redor produzia ótimos frutos e influenciava a decisão de projetos pessoais dos profissionais que a cercavam.
A doce e meiga Marilyn teve sua vida escrachada através de tantas imagens e relatos, mas Colin viveu uma nova experiência, com o lado humano e fraco da atriz. No entanto essa sua fraqueza era o seu maior trunfo. A insegurança, os remédios e seu emocional perturbado somado a fama que conquistara, geravam atrasos. E o, aparente, desrespeito com os demais era um fator primordial para que fosse respeitada.
Talvez Marilyn tenha se identificado com Colin que parecia ingênuo, frágil, mas que deveria ser extremamente hábil para sobreviver em uma indústria que estava prestes a engolir qualquer um que se aventurasse por ela.
Quase 40 anos depois do acontecido foi publicado o diário de Miller, intitulado The Prince, The Showgirl and Me (O Príncipe, a Vedete e Eu), mas faltava o relato de uma semana e essas páginas foram publicadas mais tarde com o título My Week With Marilyn (Minha Semana com Marilyn).
Com direção de Simon Curtis, Eddie Redmanyne interpreta Colin Clark, Michelle Williams interpreta Marilyn Monroe e Emma Watson (Hermione da saga Harry Potter) interpreta Lucy, uma camareira que teve um breve romance com Colin.
Marilyn morreu enquanto dormia, no dia 5 de agosto de 1962 e ninguém sabe ao certo o que aconteceu, pois todas as evidências foram apagadas e os amigos que tentaram investigar o ocorrido foram ameaçados de morte. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO.

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos tv demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Adicionamos anos as nossas vidas e não vidas aos nossos anos.
Fomos e voltamos a lua, mas temos dificuldades em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluimos a alma. Dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar, mas não a esperar.
Construimos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do fast food e da digestão lenta, do homem grande, do caráter pequeno, lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar delete.

(George Calin. 1937 - 2008).

sexta-feira, 4 de maio de 2012

OS VINGADORES.

Você consegue imaginar um filme de Hollywood sem explosões?
Pois é, tão pasteurizados quanto as produções da Rede Globo, são os filmes de Hollywood. E Os Vingadores tem ruas sendo arregaçadas, carros voando e as cenas clássicas de gente correndo do mundo que tá desabando.
Tem as piadas, tradicionais também, e muita ação, do começo ao fim.
Mas conseguiram fazer a reunião dos heróis ficar melhor do que os filmes individuais de cada um deles e as piadas são engraçadas, principalmente aquelas em que as imagens dispensam as palavras e Hulk protagoniza duas cenas, no mínimo, hilárias.
Aliás, o filme beira a comédia.
Pode-se dizer que o Incrível Hulk é uma terceira versão, melhorada, e eu até esqueci que ele é um personagem digital entre os atores reais.
Os demais  (Homem de Ferro e Capitão América) continuam os mesmos e os novos (Viúva Negra e Gavião Arqueiro)  parecem insossos. Talvez por que não tiveram seus filmes solos de apresentação.
A apresentação da Viúva Negra me fez lembrar do filme As Panteras detonando e o Gavião Arqueiro nem apresentação tem, simplesmente aparece pronto.
Acredito que não seja a intenção, ou seja como na era da ditadura militar no Brasil, a inserção de alguns questionamentos ideológicos mesclados em um longa que visa apenas o entretenimento (no caso da ditadura no Brasil essa inserção era na música), mas o vilão Loki chama a atenção para a dependência do ser humano por uma força maior, ou para alguém que assuma a responsabilidade e ainda questiona o irmão, Thor,  que se auto intitula o deus protetor do planeta, sobre o tipo de proteção que ele oferece e que forma de amar ele tem que permite os protegidos se matarem continuamente sem a menor interferência?!
Pra mim foi um dedo na ferida dos que creem em um Deus que nada faz para salvar ou melhorar o mundo.
Bem, a origem dos Vingadores no cinema nada tem a ver com a origem dos quadrinhos.
Nos quadrinhos os heróis se juntam para deter o Hulk que ainda está descontrolado. No filme o monstro verde tem total controle e até faz graça. A única hora que perde o domínio de suas ações é contra a Viúva Negra que, aliás, é a maior manipuladora da trupe e que se vê em mal lençois para fugir do amigo zangado.
No todo, é um bom filme e agrada tanto os novos fãs como os mais antigos, já senhores, como eu. Hehe.
Vale a pena.

terça-feira, 1 de maio de 2012

ESTATUTO DO HOMEM.

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu. 

(Thiago de Mello).

terça-feira, 24 de abril de 2012

POR QUE A VACA É SAGRADA NA ÍNDIA?

Quando um indiano é questionado do por quê a vaca ser um animal sagrado, ele responde da forma mais natural possível.

- A vaca nos dá o leite e com ele fazemos queijos, coalhadas, doces diversos, além de bebe-lo.
- É a vaca que puxa o arado que prepara a terra para plantarmos nosso alimento. Além de ajudar-nos a colhê-lo.
- O cocô da vaca serve como adubo para as plantações, e quando seco, serve como lenha para as fogueiras e fogões, nos aquecendo em dias e noites frias, além de servir para preparar nosso alimento.
- Quando a vaca morre, ela nos dá sua pele, com a qual fazemos nossas vestimentas. Os chifres, que nos é muito útil. E até os ossos.

Então, a vaca é ou não é sagrada?!

terça-feira, 17 de abril de 2012

XINGU.

Xingu é uma das provas que o cinema nacional pode ser bem feito.
A história dos irmãos Villas-Bôas emociona e mostra o trio, aclamado como heróis, de forma bem humana.
Dirigido por Cao Hamburguer, o filme mostra o gosto pela aventura de três homens cultos e inteligentes que ingressaram na odisséia da redescoberta do Brasil como analfabetos e se tornaram os líderes de uma frente que defendia os índios e ajudaram a formar o Parque Nacional do Xingu.
João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat incorporam Orlando, Claudio e Leonardo Villas-Bôas mostrando os motivos de lutas e os momentos frágeis dos irmãos, bem como as brigas que levaram à divisão do grupo e os conflitos interpessoais que geraram filhos com as indígenas.
É claro que em um filme perde-se muito da história, é a visão sob um ângulo, mas não deixa de ser uma aula sobre o Brasil.
Estão presentes os interesses descabidos de fazendeiros pelas terras, a insana construção da rodovia Transamazônica e temor do contato dos Villas-Bôas com os indíos, a fim de preservar suas culturas e evitar uma epidemia de doença como aconteceu inicialmente.
Além dos atores, índios da região participaram da gravação.
O filme estava previsto para estrear em 2011 quando o Parque completou 50 anos, chegou com um pouco de atraso, mas a espera valeu a pena.

Só para lembrar, dia 19 de abril é dia do índio.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

APRENDER A VIVER.

A vida não começa quando se nasce. Começa quando se desperta.
Quando adquirimos a consciência de nós mesmos e sentimos que alguma coisa mudou na nossa maneira de ver o mundo, na forma de nos relacionarmos e também na forma como trabalhamos.
Entretanto, as conquistas não ocorrem por acaso. Exigem treinamento e disciplina. Dependem muito das nossas escolhas, da prioridade que damos aos nossos sonhos, do que fazemos com o nosso tempo, dos relacionamentos pelos quais optamos, das contribuições que fazemos, dos sentimentos que experimentamos, de nossas aceitações ou rejeições.
Todas essas escolhas dependem da maneira como vemos a vida. A maioria das pessoas se desgasta em busca do sucesso a qualquer custo, sacrificando a vida pessoal, familiar e até afetiva. Para muitos o trabalho é a própria vida.
Mas será que precisa ser assim? Será que vamos conseguir tempo para tudo isso?
Alta performance no trabalho é quando ele contribui para o equilíbrio da nossa própria vida! Quando somos bem sucedidos e ainda assim temos tempo para nós mesmos, para os amigos, para curtir a família e conseguir no final do dia não ficar com a cabeça no trabalho.
A verdade é que quase todos esses fatores levam ao desequilíbrio. Para evitar isso é necessário desenvolver disciplina, abrir espaço para criar novos hábitos e aprender a estabelecer relações que permitam confiar nas pessoas.

(Carta convite enviada aos alunos da escola Método DeRose Alto da XV, Curitiba, para o Life Coaching).

terça-feira, 10 de abril de 2012

DE CORPO LIMPO.

O homem come carne, que não é um alimento próprio para consumo humano, se fosse não precisaria ser tão preparada para garantir a vida de quem a consome. Bebe leite, de animais, aliás, é o único animal que continua consumindo o líquido branco depois de desmamar. Ingere bebidas alucinógenas, inala substâncias que alteram a percepção, come alimentos industrializados e muito sal e açúcar.
Cada um desses produtos, consumidos isoladamente, provocam uma enorme alteração no metabolismo. Pense o que fazem todos juntos.
Com tantas alterações de percepções no corpo e na mente, o ser humano é praticamente um zumbi, pois tem a capacidade intelectual limitada, a potencialidade física comprometida, olfato e paladar tão falhos que não consegue sentir o verdadeiro sabor e aroma do que o cerca.
Em meados de 2012 completarei cinco anos sem comer carnes, e não foi um sacríficio tão grande. Desde 2004 faço intervalos longos do meu consumo de café e tenho certeza que poderia ficar a vida toda sem bebe-lo. Não tenho problemas com consumo exagerado de laticínios, aliás, me limito aos produtos que já vem com leite da fábrica. Pratico SwáSthya diariamente e, portanto, kriya, uma técnica de limpeza do organismo para eliminar toxinas e ajudar os orgãos internos a funcionar melhor. Mas...
Devo admitir que tenho uma queda por doces e segundo Willian Dufty em seu livro Sugar Blues o açúcar é tão nocivo ao organismo quanto uma droga qualquer (cafeína, heroína, cocaína...).
Se você admite que o chocolate lhe deixa feliz, então deve entender o que estou falando. O açúcar produz euforia, altera o estado emocional para melhor, mas permanece no organismo mais do que qualquer outro alimento e causa dependência. A falta dele provoca depressão e o excesso, sobrepeso e diabetes, além de cansaço físico e fadiga. Seu processo de refinamento o distancia tanto da origem, quanto o pó da folha da coca.
Ou seja, abaixo a sobremesa.
Pretendo substituir açúcar por mel e doces por frutas.
Bem, o fato é que devemos escolher conscientemente o que queremos aproveitar nessa curta estadia no planeta.
Uma sobrevida regada de prazeres artificiais e centrada no envólucro da alma, ou uma vida regada de prazeres plenos que ultrapassa toda e qualquer dimensão.
Eu prefiro a segunda alternativa.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

EQUUS.

Fui um dos espctadores da aguardadíssima peça Equus no Festival de Curitiba (2012), que até ganhou uma apresentação extra no segundo dia de exibição tamanho foi o sucesso.
Equus foi projetada mundialmente quando Daniel Radcliffe (ator de Harry Potter) interpretou o jovem Alan Strang que fica nu em cena, causando a indignação de pais no Reino Unido por ser ele, então, um representante de um conto infantil.
Esse papel coube ao ator Leonardo Miggiorin que eu já o admirava como profissional e me tornei mais fã ao assistí-lo em Equus. 
O psiquiatra Martin Dysart, interpretado por Elias Andreato é o que fica mais tempo em cena, mas a carga mais dramática cabe a Leonardo que chora, ri, canta, se despe, faz tudo ao mesmo tempo e sua um bocado.
Essa já é a terceira montagem brasileira, a primeira foi em 1976, depois em 1997 com o ator  Caco Ciocler no papel de Alan e agora, além de Leonardo, outros atores conhecidos participam da peça, como a atriz Bruna Thedy que trabalhou no seriado Sandy & Junior na Rede Globo e que surpreende em cena, além de bela, uma boa atriz.
Patrícia Gasppar (a Caipora do Castelo Rá-Tim-Bum), Jorge Emil (Ricardo III), Mara Carvalho (O Rei do Gado e Corpo Dourado), Léo Steinbrunch (Equus 1997), Fernanda Cunha (39 Degraus) e Gustavo Malheiros (bailarino de destaque de A Dança dos Famosos do Faustão).
Ao longo da história a loucura de Alan parece tão normal quanto a sanidade dos demais personagens e inclusive do psiquiatra que se identifica com os dramas do rapaz cedendo a troca de papéis imposta pelo jovem como uma forma de falar mais de si.
Equus foi montada a partir de um caso real e termina jogando mais questionamentos aos ventos.
Curar um loucura é basicamente criar uma outra.
Vale a pena oferecer aquilo que chamam de cura para quem está liberto das paranóias aceitáveis como normalidade?